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Saúde Denúncia

Falha em atendimento do P.S do Parque Imperial, causa óbito de paciente.

Paciente chegou com traumatismo craniano no P.S e teve diversas paradas cardíacas que causaram traumas cerebrais irreversíveis.

02/09/2020 20h41 Atualizada há 2 meses
Por: Diego Giliotti
Falha em atendimento do P.S do Parque Imperial, causa óbito de paciente.

Atendimento precário no Pronto socorro, José Agostinho dos Santos no Parque Imperial, Barueri, leva paciente a ter complicações por conta da demora na remoção, o que acabou resultando no óbito do paciente. No dia 22 de junho, João Paulo dos Santos de 40 anos, sofreu uma queda em sua casa, foi socorrido por familiares e levado para o Pronto Socorro. 

Não ouvimos ele se bater, nem gritar socorro, e nem apresentar indícios que estava passando mal, apenas um forte eco como se um móvel tivesse caído. Minha mãe subiu para ver o que aconteceu quando ela chegou lá, ele estava caído no chão de bruços e ensanguentado, em seguida eu subi, pedimos ajuda para um vizinho para ajudar tirar ele do quarto junto com meu sobrinho, ele saiu andando, falando, em direção ao pronto socorro do Parque Imperial. Disse, Ingrid Santos, irmã do rapaz.

Ao chegar no Pronto Socorro, ele foi encaminhado à emergência, ao mesmo tempo, a irmã ligou no telefone da central do plano de saúde do irmão e obteve informações de quais hospitais de emergência atenderiam o plano dele, passada as informações, dentro de 30 minutos, segundo os familiares, foi pedido informativo sobre o real quadro clínico dele. Uma profissional da enfermagem, prestou as primeiras informações sobre o estado de saúde do João Paulo, e afirmou que ele estava sedado, e que seria necessário encaminhar para o hospital central de Barueri, para que fosse feita uma tomografia. A família entrou em contato novamente com o plano, para saber quais hospitais conveniados prestariam esse serviço. A equipe disse que seria necessário a remoção para o público, mas a família insistiu na transferência, e a equipe disse que faria a remoção para o local indicado pelo plano particular. Já se passavam 6 horas desde a entrada no PS e a remoção não havia iniciado. 

Disseram que estavam aguardando vaga, pois meu irmão, não poderia sair do Pronto Socorro sem vaga, Se isso acontecer, ao retornar ao PS, ele voltaria para o inicio da fila. Passou-se mais um tempo, eu fui perguntar se já tinham conseguido a vaga. A supervisora da unidade, Claudia Pereira, disse a mim que não! por conta do estado de saúde dele não seria possível remover o paciente para o hospital. Perguntei novamente a equipe, qual o real estado dele, me negaram essas informações e mantiveram um discurso genérico. Apenas reafirmaram que com as condições dele no momento, uma remoção não era ideal. 

O paciente continuou sedado, o diagnostico médico, segundo boletim era de quê o paciente sofrera traumatismo craniano, com sangramento interno, apresentava também, crises convulsivas e que seria necessário fazer uma tomografia. Depois do laudo, a família ficou sabendo que houve também sequencias de paradas cardíacas, que foram ocultadas pela equipe médica responsável pelo atendimento inicial de socorro. A transferência, só aconteceu as 22 h para um hospital de referência em São Paulo, mas já era muito tarde. 

Quando ele chegou lá, passaram as informações verbalmente de que ele havia caído, e na hora que estavam costurando o corte da cabeça ele teve uma parada cardíaca de 4 minutos e em seguida começou a apresentar crises convulsivas. Foi sedado, e mesmo assim não controlaram. Quando ele chegou no hospital da Luz, continuou tendo crises convulsivas por uma semana, foi tratado com vários sedativos e anticonvulsivantes sem sucesso, foram feitos exames de tomografia e eletroencefalograma, no qual apresentou danos neurológicos definitivos. Segundo o médico, os traumas foram devido convulsões, causadas por paradas cardíacas. Exames no coração, não mostraram nenhuma alteração, o que denota falha e demora no atendimento da equipe do P.S do Parque Imperial.

 João Paulo, ficou 47 dias internado no hospital da Luz, mas devido complicações causadas por paradas cardíacas e as lesões cerebrais, estando inconsciente,  adquiriu pneumonia e veio a óbito no último dia 09. A família se diz inconformada com o despreparo da equipe do Pronto Socorro que prestou o atendimento inicial, e culpa a equipe médica de omissão e erro que levou a piora do quadro clinico do paciente, que acabou o levando a morte. 

Nas redes sociais, são muitas as reclamações de munícipes, sobre o mal atendimento na unidade, como você pode conferir a seguir: 

Nossa redação entrou em contato com a secretaria de saúde do município de Barueri, mas até o fechamento desta matéria, não obteve retorno. 

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Diego Giliotti
Sobre Diego Giliotti
Jornalista, publicitário e libertário.
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